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Dúvidas Mais Frequentes |
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- É possível assistir TV no celular 3G?
Sim, diversas operadoras 3G oferecem serviços de TV móvel. O custo deste serviço depende de cada operadora.
- Como fica a comunicação de um usuário 3G fora da área de sua operadora?
Ao sair da área de cobertura 3G de sua operadora, o usuário contará com a rede 2G para roaming. Caso exista um acordo de roaming (voz e dados) entre sua prestadora e outra que também possua rede 3G, poderá utilizar seu aparelho em modo 3G na rede visitada.
- O sistema 3G funciona via satélite?
Embora os requerimentos estabelecidos pela UIT (União Internacional de Telecomunicações) para sistemas 3G tenham previsto a possibilidade de construção de redes de comunicação móvel por satélite de Terceira Geração, e faixas de frequência tenham sido identificadas para tal, os sistemas 3G existentes são terrestres, ou seja, a comunicação ocorre entre o aparelho e uma rede de estações radiobase (ERBs) terrestres.
- Qual é a diferença de velocidade real e velocidade nominal quando se fala de internet banda larga?
Embora não exista definição clara da nomenclatura, "velocidade nominal" é o termo normalmente utilizado para designar a velocidade máxima contratada de uma determinada conexão ou acesso para transmissão de dados (wireless ou não). Em alguns poucos casos, ao comunicar as características do seu produto aos usuários, algumas prestadoras mencionam a velocidade nominal e também uma velocidade mínima garantida. Já "velocidade real" é aquela que será efetivamente obtida pelo usuário durante sua experiência de utilização.
- Qual a perspectiva de aumento das velocidades de transmissão de dados da 3G?
Alguns dispositivos UMTS/HSPA oferecidos hoje atingem velocidades máximas de download e upload de 7,2 Mbps e 2,0 Mbps, respectivamente. Nos estágios evolutivos posteriores (denominados HSPA Evolved, ou HSPA+, na linha de evolução da tecnologia 3G UMTS), as velocidades máximas de download e upload poderão, segundo os padrões, atingir 42 Mbps e 11 Mbps, respectivamente, e deverão ser ainda maiores quando da implementação de LTE (Long Term Evolution).
- A faixa de 900MHz poderá ser utilizada para 3G?
Alguns países, em particular na Europa, já planejam a introdução de UMTS/HSPA na faixa de 900 MHz, originalmente ocupada por sistemas GSM. Tal planejamento de reutilização da faixa através de substituição tecnológica é usualmente denominado refarming. Trata-se de uma faixa nobre, na qual as condições de propagação são superiores. Desta forma, a utilização de 900 MHz propicia cobrir uma mesma área geográfica com um número menor de estações transceptoras (Node Bs), bem como servir ambientes internos (indoor) com melhor qualidade.
- A tecnologia 3G WCDMA permite prover serviços de voz e dados simultaneamente?
Sim, com WCDMA é possível prover serviços de voz e dados utilizando o mesmo canal de frequência. Vale aqui um esclarecimento sobre as diferenças entre os mecanismos utilizados para transmissão de voz e dados em outras tecnologias. Nos casos de GPRS e EDGE, time slots de um mesmo canal de frequência podem ser alocados a usuários de voz e/ou dados (um ou mais). No caso de CDMA2000 1X não existe o conceito de divisão no tempo típico de redes GSM e, sim, a atribuição de códigos ortogonais distintos a usuários de voz e/ou dados que compartilham um mesmo canal de frequência. Redes CDMA2000 1xEV-DO foram originalmente desenhadas para transmissão de dados apenas, mas com o advento de VoIP passaram a servir, a partir da Revisão A do padrão, usuários de voz e/ou dados com qualidade de serviço (QoS), que compartilham a mesma portadora. Redes UMTS/WCDMA correspondem à alternativa de terceira geração (3G) para operadoras que dispõem de redes 2G GSM/GPRS/EDGE. A família de padrões desenvolvidos pelo 3GPP contempla o que denominamos "compatibilidade reversa" com redes GSM/GPRS/EDGE. O termo WCDMA significa Wideband Code Division Multiple Access. As tecnologias 3G dominantes são todas baseadas em acesso múltiplo por divisão de código (CDMA), daí a origem da terminologia.
- Sob o aspecto de segurança de rede, quais sãos os diferenciais pró tecnologia 3G? De fato as redes 3G são absolutamente mais seguras?
Sim, redes 3G incorporam funcionalidades avançadas que as tornam mais seguras que redes 2G. Tomemos o exemplo da tecnologia UMTS/HSPA. Além de preservar conceitos básicos de segurança já disponíveis em redes GSM, novos mecanismos de segurança foram incorporados, e são descritos na série de especificações n° 33, desenvolvida pela 3GPP (são públicas, e podem ser encontradas no endereço www.3gpp.org/ftp/Specs/html-info/33-series.htm). Tais funcionalidades são agrupadas em cinco conjuntos: (a) Segurança no acesso à rede (proteção contra interceptações na interface aérea); (b) Segurança no domínio de rede (proteção contra interceptações na rede terrestre); (c) Segurança no domínio do usuário (proteção contra ataques ao aparelho do usuário); (d) Segurança no domínio da aplicação (propicia troca de informação segura entre aplicações no domínio do aparelho do usuário e do provedor); (e) Visibilidade e configurabilidade (autodiagnóstico executado pelo usuário que lhe permite conhecer mecanismos de segurança ativos e sua relevância).
- Quais são as principais diferenças entre as tecnologias 3G UMTS/WCDMA/HSPA e CDMA2000 1xEV-DO?
As tecnologias 3G predominantes - UMTS/WCDMA/HSPA e CDMA2000 - são baseadas em técnicas de acesso múltiplo por divisão de código (CDMA). Portanto, guardam entre si mais semelhanças que diferenças. Estas residem essencialmente na forma com que se utiliza o espectro (larguras das portadoras de frequência) e nos patamares de desempenho que se obtêm em cada estágio evolutivo (capacidade e velocidade).
- A evolução da tecnologia 3G HSPA em direção ao HSPA+ e LTE exigirá compra de novas frequências pelas operadoras?
Uma das grandes vantagens competitivas que caracterizam a linha de evolução do UMTS/WCDMA é a possibilidade de implementação de HSDPA, HSUPA e HSPA+ nas mesmas faixas de frequência utilizadas originalmente (p.ex. 2100 MHz ou 850 MHz), sem que seja necessária a aquisição de novas frequências. A contínua operação em canais (portadoras) de 5 MHz propicia tal estratégia de evolução, denominada no jargão técnico "evolução in-band". Assim, uma operadora que tenha implementado UMTS/WCDMA poderá evoluir sua rede até HSPA+ sem a necessidade de adquirir novas frequências em outras porções do espectro. A LTE (Long Term Evolution), tecnologia baseada em novas técnicas de modulação (OFDMA e SC-FDMA), deve contemplar portadoras de largura flexível (desde 1.25 MHz até 20 MHz). Neste caso, novas faixas de frequência deverão ser identificadas.
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